Ocupação pré-histórica
Pesquisas arqueológicas no sudeste do Piauí indicam presença humana há cerca de 50 a 100 mil anos, com sítios como a Toca do Boqueirão da Pedra Furada (dentro do Parque Nacional Serra da Capivara), onde foram encontrados fogareiros circulares, ferramentas de pedra, sepultamentos humanos e painéis de grafismos rupestres.
Povos indígenas
No século XVI, a região era habitada pelos Jaicó, Gueguê e Akroá — povos provavelmente falantes de línguas do tronco Macro-Jê. A expansão pecuarista do final do século XVII gerou conflitos com essas populações que se estenderam até o século XIX.
Fundação
Em outubro de 1781, os irmãos José e Joaquim Simões, baianos vindos de Vila Bela da Rainha (atual Jacobina/BA), fixaram-se próximo à Chapada do Araripe, recebendo concessões de terra. Em 1848, registros já mencionavam a "Fazenda Simões" como propriedade estabelecida com rebanhos e estruturas.
Formação do povoado
Em 1886, Arcênio Lopes dos Reis construiu uma capela dentro de um antigo cemitério. Em 1888, surgiu uma feira agrícola à sombra de juazeiros à margem do rio Boa Vista, que atraiu comerciantes e impulsionou o crescimento local. Em 1910 o lugar já apresentava características de povoado consolidado.
Emancipação
O município foi emancipado em 21 de julho de 1954 pela Lei Estadual nº 1.085, separando-se de Caridade do Piauí. A instalação oficial ocorreu em 29 de agosto do mesmo ano.
Identidade cultural
A fé é marca central do povo simõense, expressa nas festividades religiosas ao padroeiro São Simão. A cultura popular, os festejos juninos e a vaquejada compõem a identidade sertaneja do município.